Eugênio Pacelli Martins

Engenheiro Florestal pela Universidade José do Rosário José Vellano (Unifenas), em 1985; Mestre pela Universidade Federal de Lavras, em 1997

Nascimento: Matutina (MG), 22 de julho de 1960
Falecimento: Porto Velho (RO), 19 de março de 2021
Indicação: Associação Rondoniense de Engenheiros Florestais (Aref) e Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Rondônia (Crea-RO)


Eugênio nasceu em Matutina, MG, estudou Engenharia Florestal em Alfenas, MG e na sequência já se mudou para Rondônia, pois foi contratado pelo Governo do Estado para trabalhar na Secretaria de Desenvolvimento Ambiental (Sedam). Líder nato, não demorou muito tempo para que Eugênio, ao lado do amigo, o também engenheiro florestal – já homenageado pelo Confea (2017) – Edgard Menezes Cardoso – fundasse a Associação Rondoniense de Engenheiros Florestais, a Aref.

A contribuição de Eugênio, como parceiro dos técnicos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) de Porto Velho na elaboração de vários trabalhos pertinentes às ciências florestais, foi importante para a região, principalmente nas áreas de manejo florestal, de extensão florestal, de fomento florestal e de educação ambiental. Nos anos 1990, conduziu as atividades do Planafloro – o Plano Agropecuário Florestal de Rondônia, parceria entre os governos estadual e federal e o Banco Mundial, que durou cerca de onze anos e teve como seu principal produto o Zoneamento Econômico e Ecológico de Rondônia.

No início deste século, Eugênio criou a estrutura do primeiro curso de ensino superior de Engenharia Florestal do estado de Rondônia. “Ele sempre foi um líder da classe florestal, costumava trazer muitos debates, valores e união entre os engenheiros florestais”, relembra-se Edgard. Na universidade, Eugênio ministrava disciplinas como manejo, inventário e dendrometria (cálculo específico para árvores). Chegou a orientar mais de sessenta trabalhos de conclusão de curso e desde 2005 ocupava o cargo de coordenador do curso.

Foi em sala de aula que Eugênio conheceu a esposa Jonilza. “No primeiro dia de aula eu já fiz piada para chamar a atenção dele”, conta Jonilza, mãe de Maria Clara, que completa quinze anos na semana em que o pai recebe a presente homenagem, durante a 79ª Semana Oficial da Engenharia e da Agronomia (79ª Soea). Eugênio é pai também de Queren Haruque, médica, fruto de seu primeiro casamento.

Na última década, ele havia começado a atuar mais firmemente junto ao Crea. “Ele sentia que era lá que ele colocava as coisas para andar”, conta Jonilza. Poucos meses antes de falecer de Covid, em 2021, Eugênio havia sido eleito coordenador da Câmara Especializada de Engenharia Florestal do Crea-RO. Será que Eugênio preferia discutir política pública na repartição, ou debater regulamentação no Crea, ou ministrar aulas? De todas as coisas que ele fazia, onde estava a sua fé? “Com certeza no manejo”, responde Jonilza. “Fosse com alunos ou em consultoria, se ele estava dentro da mata, ele estava feliz. Ele era íntimo da Amazônia”.