Programa Crea Júnior alcança 94 mil estudantes e jovens profissionais

Brasília, 14 de fevereiro de 2020

Reunidos pela primeira vez em 2020, os representantes dos Creas Juniores debateram, durante o 9º Encontro de Líderes Representantes do Sistema Confea/Crea e Mútua, os indicadores de 2019. De acordo com a coordenadora nacional do grupo, geól. Lidyane Araújo, ao somar os bancos de dados de todos os Creas Juniores, são cerca de 94 mil cadastrados. “É um dado muito significativo. São 94 mil pessoas que estão tendo acesso a informações sobre o Sistema antes ainda de se inserirem no contexto profissional”, afirmou Lidyane.


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Entre as ações promovidas pelo Programa Crea Júnior nos estados, estão parcerias que promovem descontos em cursos. “Buscamos auxiliar na formação profissional complementar do estudante e do recém-formado”. Por meio dessas ações, explica a coordenadora, o Programa aproxima os universitários e recém-formados do Sistema Confea/Crea e Mútua. 

Processo de mudança
Formada em Geologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) há dois anos, Lidyane foi eleita coordenadora nacional do Programa Crea Júnior durante a 76ª Semana Oficial da Engenharia e da Agronomia (Soea) em setembro de 2019 e assumiu nesta semana os trabalhos de 2020, durante o Encontro de Líderes Representantes. Atuante no Sistema desde 2016, quando ainda era universitária, Lidyane conta que foi para ver sua modalidade representada que decidiu se engajar no Crea Júnior-RN. “A Geologia é uma minoria. O Sistema era, é, muito voltado para a Engenharia, sendo que também representa os agrônomos, os geólogos, os geógrafos e os meteorologistas. A falta de representatividade me incomodava um pouco. Me desafiei a fazer com que minha profissão se sentisse incluída”, compartilhou. 

Geól. Lidyane Araújo, coordenadora nacional do Programa Crea Júnior, e Laisa Barreto, estudante de Engenharia Cartográfica e de Agrimensura, coordenadora nacional adjunta


Hoje, Lidyane afirma enxergar mudanças. “Senti muita diferença no Conselho nos últimos tempos, de realmente querer fazer com que todo profissional se sinta valorizado. As maiorias estão aprendendo a conviver com as minorias. O processo de mudança começou, é inegável”, disse, ao avaliar, no entanto, que, embora sinta a presença jovem nos plenários, ainda acha incipiente a participação feminina. “Quando vemos as mesas das reuniões, percebemos que faltam mulheres. Mas o Conselho tem dado passos importantes, e o Programa Mulher é um deles, me representa bastante”. 

 

Institucionalidade

Em entrevista à equipe de Comunicação do Confea, a coordenadora nacional do Crea Júnior destacou que a prioridade de 2020 do grupo é avançar na regulamentação do Programa. “Temos esse projeto de tornar o nome do Programa Crea-Júnior mais consolidado no Sistema”. Ela explicou que, atualmente, cada Crea define as regras de seus Creas Juniores. Para Lidyane, se o Sistema promover uma regulamentação de âmbito federal, os estudantes e jovens profissionais terão mais acesso e integração com as outras instâncias. “A institucionalização é importante porque o Programa deve existir independentemente de quem esteja à frente do Conselho. A ideia é que ele subsista”.


A geóloga contou que a mesma prioridade foi a plataforma da coordenadora nacional adjunta, Laisa Barreto, estudante de Engenharia Cartográfica e de Agrimensura na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). “A eleição não é chapa, são candidaturas individuais. É interessante ressaltar que nossas propostas coincidiram, significa que já caminhávamos na mesma linha, de reforçar o Programa”.


O 9º Encontro de Líderes Representantes do Sistema Confea/Crea e Mútua se encerrou nesta sexta-feira, 14/2, em Brasília, DF. O evento marca o momento em que os fóruns consultivos – Colégio de Presidentes, Colégio de Entidades Nacionais e coordenadorias nacionais de câmaras especializadas – realizam suas primeiras reuniões no ano. Veja a cobertura completa.

Beatriz Craveiro
Equipe de Comunicação do Confea
Fotos: André Almeida, Edinaldo Rufino e Marck Castro/Confea